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Nova ponte vai desafogar congestionamentos com o içamento do vão móvel

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Os transtornos causados pelo içamento do vão móvel da ponte do Guaíba seguem dificultando o tráfego de veículos e a vida dos cidadãos, principalmente dos que necessitam acessar as rodovias BR-290 e BR-116. O engarrafamento esteve ainda mais intenso por volta das 15 horas desta sexta-feira onde motoristas precisaram aguardar por mais de 40 minutos. Construída há 57 anos, a estrutura já paralisou por algumas horas em quatro ocasiões– 1999, 2004 e duas em 2010 –, todas em função de problemas com o içamento.

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A nova ponte promete desafogar o tráfego da atual e terá uma extensão de 7,3 quilômetros de obras e 28 metros de largura nos vãos principais. Cada pista contará com duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) projeta que 50 mil veículos utilizem a nova ponte diariamente.s obras da nova ponte do Guaíba, seguem dentro do prazo e avançam com a cravação das estacas em água e na interseção da ponte com a Rodovia BR-290 e acessos locais. Estas obras estão concentradas atualmente na avenida Voluntários da Pátria. No mês de agosto deve começar a construção de blocos e posteriormente serão iniciados os pilares.

Caos instalado

Em 2010, um caos com o imenso congestionamento e transtornos aos que buscavam a zona Sul do Estado ou se dirigiam à Capital se instalou no trânsito após a elevação do vão móvel para dar passagem à embarcação. Dois parafusos da engrenagem que possibilita a subida e a descida da ponte se quebraram, causando a pane total. Congestionamentos, com 15 quilômetros de extensão, se formaram em ambos os sentidos das BRs 290 e 116, com reflexos na freeway e nas avenidas da Legalidade e Democracia e Farrapos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) teve de mobilizar grande efetivo para a região com o objetivo de proteger os motoristas que ficaram parados ao longo da rodovia e poderiam ser assaltados. As viaturas faziam rondas na freeway, perto da vila Areia e no trecho que atravessa as ilhas.

Um helicóptero da PRF foi acionado para resgatar pacientes em estado mais grave que estavam sendo transportados nas ambulâncias retidas nos congestionamentos. Quatro socorros aéreos foram registrados: uma mulher em trabalho de parto, uma vítima com traumatismo craniano e dois pacientes que necessitavam com urgência de hemodiálise. A grávida, Angélica Rebelo Silva Barbosa, de 19 anos, foi encaminhada para o hospital Presidente Vargas, onde deu a luz a uma menina.
O helicóptero pousava no posto da PRF, ao lado da ponte do Guaíba, e levava os pacientes até o quilômetro 96 da freeway, perto da passarela, onde ambulâncias da Concepa faziam o deslocamento aos hospitais da Capital. Casos de mal súbito de quem ficou aguardando a liberação em seus veículos aconteceram, cuja situação foi agravada pela alta temperatura verificada naquele período, com o sol a pino.

Ponte atual Extensão:

2,8 quilômetros, incluindo alças de acesso (1,3 quilômetro sobre a água) Fluxo de veículos: 48 mil/dia Altura máxima: 35 metros (no vão móvel) Pistas: duas

Inauguração: dezembro de 1958

Pilares- 181

Ponte nova Extensão:

 7,3 quilômetros, incluindo acessos e elevadas (2,9 quilômetros sobre a água) Fluxo de veículos: 50 mil/dia

Altura máxima: 40 metros (não tem vão móvel)

Pistas: três

Inauguração: prevista para setembro de 2017

*Consórcio Ponte do Guaíba com informações do Jornal Correio do Povo e PRF